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Estamos cada vez mais, sempre mais, ocupados, bombardeados e distraídos

O século 21, iniciado em 2021, sofre de um mal coletivamente apavorante e economicamente devastador: a desatenção.

Estamos cada vez mais, sempre mais, ocupados, bombardeados e distraídos.

Dizem que, a cada dia, uma pessoa é alvo de oito mil mensagens publicitárias. Isso sem contar os outros tipos. Parece que uma pessoa precisaria de cinco milhões de dólares para comprar tudo aquilo que, em média, lhe ofertam diariamente.

Sobreviver a essa guerra de estímulos depende da mais constrangedora de todas as inteligências humanas: a capacidade de distração. É graças a essa habilidade que conseguimos viver sem uma falência total dos nervos e do bolso. Estamos permanentemente sob tiroteio, e isso só tende a aumentar. Vivemos em um mundo que não comporta mais essa quantidade assombrosa de “psiu, olha pra cá!”.

E, se essa capacidade de distração é uma defesa contra a quantidade de apelos que inunda a nossa concentração, que espaço existe para a propaganda?

Desde o momento em que a propaganda é propaganda, desde os avisos de funerais faraônicos em hieróglifos, desde o sino que badala chamando os fiéis para a reza, desde Edward Bernays e suas teorias polêmicas, desde William Bernbach, David Ogilvy, Jacques Séguéla, Fabio Fernandes e Ícaro de Abreu, desde sempre, a propaganda se alimenta, como um dragão insaciável da atenção das pessoas.

O século 21, iniciado em 2021, começa marcado por enormes transformações que catalisam o tsunâmi de novidades tecnocientíficas das últimas duas décadas. Essas mudanças são inumeráveis, mas tem uma característica em comum. Da explosão da oferta de conteúdos para o consumo de informação e entretenimento, passando pela extraordinária aceleração e capacidade de armazenamento dos recursos computacionais, todas essas apetitosas acelerações comungam de um interesse: capturar a atenção com ainda mais gana. Com uma fome nunca vista antes.

E a gente quer mergulhar com muita fome nesse banquete. Por isso, lançamos o nosso posicionamento: Attention Makers

Attention Makers é um farol, e não um destino: é para onde queremos mirar e orientar a nossa prática. Não é um dogma nem uma palavra de ordem, é uma palavra de ânimo. 

E, para começar a apreender um pouco o tipo de esforço, concentração e estudo que vamos precisar para sermos esses magos ou cientistas da atenção, o primeiro passo é fazer uma análise crítica dos métodos que utilizamos para construir a atenção e propor, a partir de seus vícios, um jeito novo que corrige os defeitos e projeta novas fronteiras de investigação e experimento.

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