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O modelo está nu

tags: artigo, gal, barradas, cabore, modelo, nu, 2012



Só para relembrar, Hans Christian Andersen escreveu uma maravilhosa fábula chamada A Roupa Nova do Rei. Nessa fábula, ele conta a história de um rei vaidoso que, por isso mesmo, foi iludido por trapaceiros de que existia um tecido que era tão maravilhoso que só era enxergado pelas pessoas inteligentes. Na mesma hora, o rei comprou o dito tecido, mandou fazer uma roupa e saiu pela cidade. E aí o povo gritava: “o rei está nu”, “o rei está nu”. E só o tal do rei achava que não.

Para mim, o modelo das empresas de comunicação está nu no Brasil quando o assunto é criatividade e o mercado fala sobre o mundo digital.

Vamos começar pela criatividade. Onde ela está? Walt Disney trabalhava para a Cruz Vermelha e foi motorista de ambulância antes de ir trabalhar em agências de publicidade e, por fim, se tornar um dos maiores e mais extraordinários criativos de todos os tempos. Pergunta: ele só passou a ser criativo depois que foi trabalhar em uma agência? Na série Mad Men, tão cultuada por todos, a criatividade também veio da mesa da secretária. Ela era tão criativa que virou redatora. Gente, criatividade vem de tudo que é lado. Vem de Roberto da Matta, de Caetano Veloso, de Beatriz Milhazes e de Alex Atala, vem de qualquer lugar. Não surge apenas dos departamentos de criação das grandes agências brasileiras. Chegou a hora de derrubar mais paredes e admitir que a criatividade é um valor que existe em vários lugares. Nas agências grandes, nas agências pequenas, no cliente, em qualquer lugar. O que vale hoje é a ideia, e não a maneira como vamos colocá-la no ar para, finalmente, sermos remunerados por ela. As grandes empresas resolveram comoditizar a criatividade. Azar das grandes empresas! Acreditamos nos enfants terribles. Acreditamos em quem faz a diferença. Em quem muda o mundo. E em um mundo que muda.

Sobre o mundo digital: nos primórdios, todos achavam que era uma moda passageira. O mundo da comunicação riu da novidade e agora tem um monte de gente correndo atrás para se digitalizar.

Mas vou ficar no meu próprio exemplo. Quero falar sobre a F.biz e agradecer o reconhecimento do mercado ao sermos indicados para o Prêmio Caboré.

A F.biz já nasceu digital e criativa. Nossa agência está entre as 3 maiores de DNA digital do Brasil. Tem 11 anos de vida, 180 funcionários e atende grandes marcas, como Unilever, Itaú-Unibanco, Cadbury, Gruppo Campari, Positivo Informática, Netshoes, entre outros.

Somos diferentes da maioria das empresas de comunicação do mercado. Inovar em uma agência nascida digital, meus caros, é parte inerente ao trabalho. Não escolhemos ser a melhor das iguais, mas ser diferentes. Posso falar isso porque tenho como provar. Veja: éramos totalmente low profile; nossos sócios têm uma inteligência prática e funcional dificilmente encontrada no mercado, o que nos tornou pioneiros de modelos de negócios; temos profundo conhecimento dos negócios dos nossos clientes; somos independentes, não pertencemos a nenhum grande grupo: se não tivéssemos criatividade e um profundo conhecimento do negócio dos nossos clientes, nem sequer conseguiríamos sobreviver. Além disso, trabalhamos com resultados sempre mensuráveis: a grande mágica tem que vir acompanhada de um grande resultado. Por tudo isso, posso dizer que hoje a F.biz está mais que preparada para o mundo atual. Porque nós já nascemos no futuro.